segunda-feira, 30 de março de 2015

A Hora do Pesadelo 4: Mestre dos Sonhos

Patrícia Arquette não aceitou reprisar o seu papel de Kristen Parker neste A Hora do Pesadelo 4: Mestre dos Sonhos (1988), talvez antevendo a baixa qualidade da continuação.

Dirigido por Renny Harlin, o quarto filme da franquia traz de volta os remanescentes de Guerreiros dos Sonhos (1987) com o único propósito de introduzir novos personagens no cardápio. Freddy Kruegger está atrás de "carne nova" e aproveita a capacidade de Kristen de introduzir pessoas em seus pesadelos para atrair mais vítimas. 

Sem o clima da parte 3, "Mestre dos Sonhos" erra desde a caracterização de Kristen (mesmo sendo interpretada por outra atriz, a personalidade da personagem deveria ter sido preservada), até a falta de consistência na história. 

A produção é descaradamente um caça-níquel. A única pretensão é mostrar o que pode brotar da mente criativa dos seus realizadores e colocar em cena. Uma personagem chega a se transformar numa "barata". Ecos de Kafka? Seria muita pretensão. A nova heroína, Alice (Lisa Wilcox), tem até o seu momento "Rambo", numa sequência clichê em que se prepara para a luta. 

Uma das piadas de A Hora do Pesadelo 4 é que o cachorro de um dos personagens se chama Jason, justamente o maior rival de Freddy Kruegger no gênero, até então. É esse o nível do filme. 

Avaliação:

domingo, 29 de março de 2015

Crítica: A Hora do Pesadelo 3 - Guerreiros dos Sonhos


Os equívocos do segundo filme foram resolvidos neste A Hora do Pesadelo 3: Guerreiros dos Sonhos (1987). Freddy Kruegger (Robert Englund) retorna ao seu habitat natural, onde é bem mais perigoso.

Além disso, Wes Craven volta como roteirista do filme (apesar de algumas de suas ideias terem sido alteradas) e a heroína do longa original Nancy Thompson (Heather Langenkamp) também marca presença. Inclusive, em uma de suas falas, ela diz "eu tenho experiência com pesadelos". Seria um pedido de desculpas dos produtores da franquia pela descartável parte 2?

Dirigido por Chuck Russel, a trama mostra jovens que estão internados numa clínica psiquiátrica e lidando com os velhos pesadelos que atormentavam os adolescentes de Elm Street.

Nancy agora é uma especialista em sonhos, recém-contratada no local ela tenta ajudar os adolescentes, mostrando que cada um deles tem uma força interior e que, juntos, podem derrotar o "bicho-papão".

No elenco, um dos destaques é Patrícia Arquette (vencedora do Oscar de atriz coadjuvante em 2015 por Boyhood). Lawrence Fishburne (o Morpheus de Matrix) também faz uma ponta por aqui, bem como a veterana Zsa Zsa Gabor.

Além de ter um acabamento infinitamente superior ao seu antecessor, A Hora do Pesadelo 3 resgata tudo o que a franquia tem de melhor: a criatividade das sequências de morte, o humor negro do vilão e o onirismo assustador da série como um todo.

A clássica canção infantil "Freddy vai te pegar" com as criancinhas pulando corda em câmera lenta voltam a provocar calafrios. Além de tudo isso, o filme faz algumas revelações sobre a origem de Freddy Kruegger.

Ao lado do primeiro "A Hora do Pesadelo", este "Guerreiros dos Sonhos" é, sem dúvidas alguma, um dos melhores filmes de toda a franquia.

Avaliação ★1/2

Crítica: A Hora do Pesadelo 2 - A Vingança de Freddy


Sem o ineditismo da obra original, A Hora do Pesadelo 2 - A Vingança de Freddy (1985) buscou um artifício para dar novo fôlego à trama. A estratégia foi fazer o vilão manipular o adolescente da vez (Mark Patton) fazendo com que ele cometesse os assassinatos em seu lugar, como se estivesse possuído pelo espírito de Freddy Krueger. Então, temos muito menos pesadelos e mais "vida real".

A ideia desse roteiro não foi bem recebida pelo diretor Wes Craven, que foi substituído por Jack Sholder no comando do filme. Financeiramente, a produção teve um faturamento um pouco superior ao seu antecessor, porém as críticas se dividiram em decorrência da mudança de rumos na trama. 

No geral, A Hora do Pesadelo 2 possui um elenco pouco convincente e mortes menos elaboradas. Jesse (Patton) percebe que está sendo dominado por Freddy, mas poucas vezes isso parece ser realmente uma ameaça aos que estão em sua volta, por exemplo as pessoas mais próximas (pais, irmã e namorada).

A sequência final, por exemplo, mostra que Freddy Kruegger não está no auge da sua força, pois não consegue resistir aos apelos da namorada (Kim Myers) do protagonista que suplica para o adolescente se livrar da dominação: o suficiente para o vilão fraquejar. A sequência do "beijo" é forçação de barra demais. Uma prova inconteste da anemia do roteiro. A Hora do Pesadelo 2 é, portanto, uma grande bola fora entre os filmes do assassino de Elm. Street.

Confiram a nossa avaliação do filme original AQUI

Avaliação 

sábado, 21 de março de 2015

Crítica: Ecos do Além


Contemporâneo a O Sexto Sentido, Ecos do Além (1999) também mostra um garoto que "vê gente morta". Todavia, diferentemente do filme de M. Night Shyamalan, a produção de David Koepp centra toda a sua ação no pai Tom Witzky (Kevin Bacon) que, assim como o filho, é atormentado por visões de um mal-assombro em sua casa. 

Isso acontece logo após ele ser hipnotizado pela cunhada. Quando chega em casa com a esposa, Tom começa a perceber os tais "ecos do além" do título, onde uma mulher, que ele nunca tinha visto antes, surge do nada, entre outras percepções que ele passa a ter, como se fosse uma ilusão de ótica em tempo real. Obcecado com as visões, Tom busca pistas sobre o que, afinal, estaria acontecendo e que recado a assombração quer passar para ele. 

Nesse momento, a trama já deixou quase que completamente de lado o drama do garoto, o que era justamente a força de O Sexto Sentido. O filme aposta todas as suas fichas nas neuroses do protagonista e numa interpretação eficiente de Kevin Bacon e envereda para o típico thriller sobre um crime não desvendado. 

Ecos do Além não assusta como deveria se contentando em inserir truques de som e aquelas sequências rápidas dos filmes de horror. Falta o teor psicológico e um aprofundamento no drama em volta daquele pequeno núcleo familiar. 

Ao final, quando o mistério é solucionado, a câmera centra no garoto, no banco de trás do carro, olhando fixamente para as casas de sua rua e levando as mãos aos ouvidos, para não escutar os possíveis lamentos fantasmagóricos daquele lugar. Mas aí é já é um pouco tarde demais para investir numa história que realmente quisesse proporcionar sustos melhores.

Avaliação ★1/2

sexta-feira, 20 de março de 2015

Crítica: Chef


Uma das virtudes de Chef (2014) é saber dialogar com as mídias sociais. O filme, dirigido e escrito por Jon Fraveau (que também atua no longa) fala sobre um renomado chef de um restaurante que desaba após receber uma crítica negativa de um colunista especialista em gastronomia.

Ele não lida bem com o comentário e, após conversar com o seu filho sobre redes sociais, cria uma conta no twitter e desafia o jornalista a provar seu prato mais famoso. As coisas não saem lá muito bem e eles se desentendem. Tudo, claro, vai parar no canal Youtube o que "apimenta" a situação.

A questão é que o Chef se torna uma espécie de celebridade nas redes sociais e o que aparentemente soaria como negativo ganha repercussão e ele se torna conhecido. Decide comprar um trailler e botar o pé na estrada vendendo seus lanches pelos EUA. De um limão, fez-se uma limonada, como diria o velho ditado.

O filme mostra como é possível ganhar notoriedade apostando nas novas tecnologias e fazer disso uma oportunidade de negócio. O seu filho o acompanha nas viagens e é quem vai compartilhando as informações e ajudando o pai na empreitada. Por onde eles passam sempre há um público ávido por provar a sua comida.

Chef conta com algumas participações especiais (Scarlett Johanson, Dustin Hoffman, Robert Downley Jr) que não contribuem tanto para o desenrolar da história e, em alguns momentos, parece perder um pouco o foco, mas nada que incomode.

É, afinal, um bom filme, que sabe lidar bem com o fator visual, principalmente, no preparo dos alimentos, e que empolga com uma trilha sonora que casa bem com as sequências apresentadas.

Avaliação ★★★1/2

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Invencível

A história real do atleta olímpico Louis Zamperini (Jack O'Connel) que é capturado pelos japoneses durante a 2a. Guerra Mundial.

Com direção de Angelina Jolie, o filme falha em vários aspectos, sobretudo no embate entre bem x mal, nas figuras do protagonista e do antagonista, o oficial japonês Watanabe, o que diminui a história.

O filme quer mostrar a capacidade de resistência do heroi diante das extremas dificuldades, o que soa falso diante do fato de que ele aparenta sofrer e resistir mais do que todo mundo.

Tudo é muito certinho e bem colocado (trilha triunfante, câmeras lentas) tirando o ar de espontaneidade que a obra deveria demonstrar. Jolie fez um projeto sob medida para o Oscar que terá que se contentar com indicações em categorias técnicas.

Avaliação ★ ★ 1/2

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Musa do cinema, Anita Ekberg morre aos 83 anos


O cinema perdeu neste domingo (11) uma de suas musas: a sueca Anita Ekberg imortalizada em cena de A Doce Vida, de Federico Fellini.

sábado, 10 de janeiro de 2015

As 20 maiores bilheterias de 2014

Quem se deu bem em 2014? Tá na hora de conhecer o Top 20 dos filmes que mais arrecadaram moedinhas ao redor do planeta no ano passado.

Como era de se esperar, a ponta da parada ficou com Transformers: A Era da Extinção, única produção que superou a marca mágica do bilhão de dólares arrecadados. O filme?

Mais do mesmo que você já viu nos longas anteriores, ou seja, barulho, destruição e robôs caindo na porrada.

A boa surpresa foi o vice-campeonato de Guardiões da Galáxia. Com personagens pouco conhecidos do grande público, a Marvel apostou numa trama espacial, com trilha sonora retrô e aventura das boas. Merecidamente, em segundo lugar.

Malévola, um novo olhar sobre os contos de fadas, também foi bem, ficando na terceira posição. Angelina Jolie se divertindo no papel da vilã do título, numa dessas histórias que em breve serão bastante reprisadas nas sessões da tarde da televisão.





Na quarta posição, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. O retorno de Bryan Singer no comando da nau mutante, a adaptação de uma das histórias mais legais das HQ, filmes sobre viagens no tempo e uma das cenas mais bacanas do ano (com o mutante Mercúrio dizendo a que veio) foram apenas alguns dos elementos que garantiram ao filme um lugar de honra entre os mais vistos do ano.

Em quinto lugar, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos que ainda está em exibição nos cinemas e tem potencial para subir no hanking. O filme de Peter Jackson conclui essa segunda trilogia na Terra Média tentando resgatar o clima de O Senhor dos Anéis. Como era de se imaginar, o viés comercial é bastante nítido, o que resultou (até agora) na quinta posição entre os mais vistos do ano passado.

Como deu para perceber, as franquias invadiram mesmo os cinemas. Entre os dez do ano ainda temos: Capitão América - O Soldado Invernal; O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de Electro; Planeta dos Macacos: O Confronto; Jogos Vorazes - A Esperança - Parte 1; e, em décimo, Interestelar (de Christopher Nolan), para fechar o Top 10, pelo menos, com algo mais reflexivo.


E eis a lista completa com os 20 filmes que mais arrecadaram em 2014:

01. Transformers: A Era da Extinção ★1/2
02. Guardiões da Galáxia 
03. Malévola 
04.X-Men: Dias de um Futuro Esquecido 
05. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos 
06. Capitão América: O Soldado Invernal ★1/2
07. O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro ★1/2
08. Planeta dos Macacos: O Confronto 
09. Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 
10. Interestelar 
11. Como Treinar o Seu Dragão 2 
12. Godzilla ★1/2
13. Rio 2 ★1/2
14. Tartarugas Ninja ★1/2
15. Uma Aventura Lego ★1/2
16. Lucy 
17. Operação Big Hero 
18. No Limite do Amanhã 
19. Noé ★1/2
20. Garota Exemplar 

Confira a lista completa no Box Office Mojo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A Fera



Adaptação moderna de "A Bela e a Fera", em que um jovem e narcisista milionário (Alex Pettyfer) é amaldiçoado por uma colega que ele havia ridicularizado, ganhando uma aparência "estranha". Caso ele não encontre um amor verdadeiro, no período de um ano  ficará assim para sempre.

O elenco fraco,  a falta de química entre o casal protagonista (Pettyfer e Vanessa Hudgens), as metáforas óbvias (um tutor cego ensinando a enxergar o "eu" interior), além de um desenvolvimento equivocado tornam "A Fera" uma produção kistch e sem relevância.

É aquela historinha de lição de moral em que o personagem principal é castigado pelos seus erros (arrogância,  egocentrismo) e busca uma redenção.  Ou seja, a velha trama de sempre que já estamos cansados de ver.

Avaliação ★

Cinema perde Rod Taylor, astro de "Os Pássaros"


Aos 84 anos de idade, o cinema perdeu, ontem (08/01), o veterano ator Rod Taylor. Um dos seus últimos papeis foi no filme Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, em que interpretou Winston Churchill, ex-primeiro ministro britânico. Rod Taylor foi protagonista dos clássicos "A Máquina do Tempo" e "Os Pássaros", dois filmes que vi recentemente.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Operação Big Hero


Esta animação da Disney / Marvel conta a história de Hiro, adolescente criativo que constrói robôs para lutas clandestinas. Seu irmão mais velho decide influencia-lo a usar essa inventividade na construção de coisas úteis.

Um inesperado acidente acontece e Hiro vai precisar contar com a ajuda se seus amigos e de um robô inflável chamado Baymax para desvendar o que realmente ocorreu. O filme trata de temas caros como perdas, amizade e superação.

O tempo do humor é muito bem aplicado, principalmente nas cenas com o robô. Há também um bom senso de aventura, aproveitando a onda dos filmes de herois e, claro, a ternura da tenra e verdadeira amizade.

Operação Big Hero é uma dessas animações de boas intenções com personagens cativantes e uma historinha que esquenta o coração.

Avaliação ★ ★ ★ ★

Magia ao Luar


A nova pérola de Woody Allen conta a história de um mágico (Colin Firth) que tenta desmascarar uma médium, Sophie (Emma Stone). Como todo filme do cineasta, encontramos aqui diálogos ácidos e bem sacados, trilha de jazz e aquele charme típico do universo de Allen.

Há uma discussão intrínseca a respeito da crença e do ceticismo, do acreditar e do duvidar. Todavia, a essência da comédia romântica com pedigree é o que torna Magia ao Luar um eficiente programa para o início da noite.

Avaliação ★★★

O Abutre


Com uma interpretação minimalista do ator Jack Gyllenhaal, O Abutre fala sobre o submundo do jornalismo que explora as chamadas “hard news”. Lous Bloom (Gyllenhaal) tem como ofício registrar em vídeo notícias chocantes de crimes e assassinatos para vender para emissoras de TV interessadas no tema.

O filme explora a perversidade humana e a atração do público pelo grotesco. Afinal, se esse tipo de informação dá audiência há uma plateia interessada em consumir esse tipo de assunto, num sistema moto-contínuo.

O melhor de “O Abutre” é não tentar se vender como “historinha de moral”. E é isso que a torna uma obra realmente relevante.

 Avaliação ★ ★ ★ ★

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Juíz


Neste típico drama de tribunal, Robert Duvall é um juíz acusado de atropelar um homem que ele sentenciou há vinte anos, seu desafeto. O fato ocorre um dia após ele perder a esposa. O seu filho (Robert Downey Jr) que veio para o funeral entra como advogado de defesa do caso.

Mas, apesar do enredo central ser o julgamento, o que realmente move a trama é a conturbada relação entre pai e filho e se focasse nesse tema e condensasse a história O Juíz seria um filme bem melhor.

Tramas paralelas desnecessárias poderiam ser cortadas, pois enfraquecem a história. O filme conta com boas atuações de Duvall e Downey Jr.

Avaliação ★★★

Minhas Tardes com Margueritte


Esse delicado drama francês, lançado em 2010, mostra o encontro casual de um homem de meia idade (Gerard Depardieu) e uma senhora de 95 anos, chamada Margueritte.

Apaixonada por leitura, ela passa a ler para ele e, aos poucos, ele também se interessa por livros. O filme fala sobre solidão, velhice, amor materno, amizade e, claro, livros.

É uma narrativa poética, singela e com interpretações tocantes de Depardieu e da veterana Gisele Casadesus.

Avaliação ★ ★ ★ ★