Zapeando pela TV, em busca de sinais de vida inteligente nos canais abertos, deparei-me com o final de um filme que já não ouvia falar há algum tempo: O Guarda-Costas, com Whitney Houston e Kevin Costner.
Só peguei o finalzinho. Justamente a cena em que a personagem de Whitney era uma das favoritas para receber o Oscar de Melhor Atriz e, nesse mesmo dia, alguém poderia atentar contra a sua vida. Do resto do filme lembro pouco, por isso vamos nos ater somente a essa parte do longa.
A trama tenta mostrar a ansiedade de Whitney, provocada pelo tal guarda-costas (Costner), que acredita que o atentado contra a atriz irá ocorrer no possível momento de sua consagração, já que a mesma é favorita para receber o Oscar.
O diretor nos dá essa percepção focalizando o olhar de ansiedade da protagonista, suas mãos segurando um objeto de proteção (um crucifixo?) e olhar atento de Costner. A edição mistura o frisson da programação do Oscar e essa sensação de perigo iminente. Meio piegas, na verdade. Principalmente no ato-chave, quando Whitney Houston é realmente indicada e o guarda-costas descobre quem está mirando em direção da atriz. A ação ocorre em câmera lenta. Um anti-clímax que estanca a emoção daquele momento que estava sendo conduzido razoavelmente bem.
No final-clichê, a temperamental atriz descobre que ama o guarda-costas e, a seguir, temos um clip da melosa I Will Alwais Love You.
Creio que, na época, O Guarda-Costas foi feito apenas para ser veículo promocional de Whitney Houston. Talvez por isso, lembre tão pouco do restante da história.

Que saudades de Kevin Costner... É, tudo na vida passa.
ResponderExcluirAbração,
www.ofalcaomaltes.blogspot.com