sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um novo Tira da Pesada?

O clima oitentista está cada vez mais presente no cinema. Depois de Rambo, Indiana Jones e Duro de Matar, quem deve invadir a telona até 2010 deve ser o policial Axel Foley da franquia “Um Tira da Pesada”.

Sem roteiro pronto ou diretor, Brett Rattner de “A Hora do Rush” e “X-Men 3” negocia o comando, o filme vai marcar a volta de uma das franquias mais sátiras e lucrativas do cinemão. Fora a parte 3, os dois primeiros filmes faturaram juntos cerca de 380 milhões de dólares.

Eddie Murphy vai reviver o papel. Outro ator no seu lugar não teria a mesma graça. Nos últimos anos, ele participou de longas infames como “O Professor Aloprado” e “Norbit”. Chegou a receber quatro Framboesas de Ouro, dedicados aos piores do ano. E até foi indicado ao Oscar pela participação em “Dreamgirls”, bom papel, é bom dizer.

Com mais “Um Tira da Pesada” não dá para esperar grandes arroubos criativos ou originalidade. O que o público espera mesmo é a reedição da velha matraca atômica de Murphy aditivada de bom suspense, cenas inacreditáveis e muita dinamite.

O filme deve estrear em 2010.

sábado, 24 de maio de 2008

Estúdios devem lançar novo filme do Homem-Aranha e do Exterminador do Futuro

Sam Raimi e Tobey Maguire podem até ficar de fora do próximo Homem-Aranha, mas isso não será impedimento para o filme ver a luz do sol lá por volta de 2011.

Há ainda a possibilidade de filmarem duas aventuras simultâneas do aracnídeo, como foi feito com os Piratas do Caribe. No mais, está tudo na fase de negociações.

Outra franquia que vai sair do papel, independente da participação de Arnold Shwarzenegger, será o Exterminador do Futuro.

Confirmada a presença de Christian Bale (que fez Batman Begins). Bale assinou contrato para viver John Connor em mais três filmes. Ou seja, teremos no mínimo seis filmes com o personagem.

Será que o Exterminador sobrevive sem o velho Arnold? E o cabeça-de-teia. Conseguirá manter o padrão de qualidade? O último filme do Homem-Aranha, por exemplo, foi bem nas bilheterias, mas a história era regular. Já Exterminador: A Ascenção das Máquinas era bem barulhento.

Pensando nisso, Arnold já está até segurando o caixão do seu personagem mais famoso.

Críticos desanimados em Cannes

A Agência Reuters divulgou matéria afirmando que os críticos de cinema estariam desanimados com a pouca expressividade dos filmes apresentados no Festival de Cannes desse ano. Haveria uma falta de destaques no que foi apresentado até agora. Muitos já consideram 2008 como um ano fraco para o cinema mundial, levando em conta também o Festival de Berlim, que teve Tropa de Elite como vencedor, mas não empolgou.

Dos filmes brasileiros "Ensaio Sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles dividiu opiniões. "Linha de Passe" de Walter Salles foi bem elogiado. "A Festa da Menina Morta" de Matheus Nactergale levou pau da revista Variety e o o curta-metragem pernambucano "Muro" ganhou o prêmio "Olhar Novo".

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Will Ferrel

Descoberto no programa humorístico Saturday Night Live, o ator Will Ferrel coleciona tipos esquisitos no cinema. Desde elfos abobalhados a patinadores ególatras viciados em sexo. Seus filmes são bem vistos em terras americanas, mas nem sempre se dão bem no Brasil. A maioria vai direto para DVD.

Com um humor ingênuo e notadamente sacana, Ferrel é um dos bons comediantes americanos da atualidade. O Observatório de Cinema selecionou alguns dos filmes mais esdrúxulos de Will Ferrel, todos disponíveis nas locadoras, confira:

ESCORREGANDO PARA A GLÓRIA (2007)
Dois rivais da patinação, banidos da modalidade por escândalos públicos, voltam para formar a primeira dupla de homens da patinação artística. Aqui, Ferrel faz um tipo machista com o ego na estratosfera. O filme faz chacota com a opção sexual de quem pratica o esporte. A trama é convencional, mas apresenta boas piadas de sentido duplo que o tornam um longa "ornitorrinco", esquisito e engraçado.

RICKY BOB – A TODA VELOCIDADE (2006)
Will Ferrel é Ricky Bob nesse filme sobre pilotos de corrida, superação e, mais uma vez, piadas transgressoras e personagens que, de tão cheios de si, praticamente nem pisam no chão. Apesar de contar no elenco com Sacha Baron Cohen (Borat), esse é um dos produtos mais irregulares da carreira do ator. Tem ação, diálogos ácidos e um certo exagero nas corridas, mas não decola. Fazendo de Ricky Bob um personagem interessante atolado num filme cansativo.

OS PRODUTORES (2005)
Nesta refilmagem de Primavera para Hitler (1968), dois produtores resolvem fazer um filme feito para ser um fracasso de público, mas que acaba se transformando em sucesso. Ferrel é roteirista, dos ruins, que verá sua peça ganhar os palcos. O remake conta com Uma Thurman inspirada na pele da sueca cabeça-de-vento Ulla. Já Will Ferrel encarna uma das figuras mais tresloucadas do cinema. Sua atuação, assim como a do restante do elenco, é inspirada, permitindo um filme agitado e raramente chato.

O ÂNCORA – A LENDA DE RON BURGUNDY (2004) Outro personagem de ego inflado na carreira de Will Ferrel. Ele é o apresentador de TV Ron Burgundy que, em plena década de 70, vê seu posto ameaçado por uma jornalista talentosa (Christina Aplegate). É essa guerra de sexos que apimenta um longa-metragem amparado em tiradas machistas e politicamente incorretas. Ron Burgundy é mais um desses personagens que, de tão insuportáveis, se torna interessante.

UM DUENDE EM NOVA IORQUE (2003)
Ferrel interpreta um elfo que, já adulto, descobre ser humano. Vai até Nova Iorque em busca de seu pai e passa a conviver com costumes bem diferentes dos seus. De certa forma, foi esse o filme que trouxe as atenções para a carreira de Will Ferrel. “Duende” arrecadou bastante dinheiro se tornando um inesperado sucesso. O bom do filme é justamente esse contraste entre a inocência do elfo (Ferrel) e a malícia perniciosa dos seres humanos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Box da quarta temporada de Lost chega ao Brasil em setembro

Isso mesmo. O quarto ano de Lost chega três meses antes em terras tupiniquins. O mês previsto para os EUA é dezembro. Como essa temporada foi mais curta do que as anteriores é de se esperar que o box venha com um precinho camarada.

Quem quiser ver os quatro primeiros episódios de Lost 4 basta procurar as locadoras, pois a série já está disponível para locação.

O final desta temporada será exibido na próxima quinta-feira. A expectativa é grande. Com menos episódios, os produtores puderam condensar melhor a trama, dando mais rendimento ao seriado.

Shyamalan promete voltar instigante em Fim dos Tempos


Esse indiano começou bem (muito bem, aliás) com O Sexto Sentido. Depois manteve o ritmo com Corpo Fechado. Sinais dividiu opiniões. A Vila mostrou força criativa, enquanto A Dama na Água, literalmente, naufragou.

Pouco importa se a carreira de M.Night Shyamalan pende mais para o irregular, seu mais novo filme Fim dos Tempos chama a atenção - e como chama!

No filme, um casal enfrenta um desastre natural que logo terá proporções catastróficas. Confira aqui o cartaz alemão do longa.

Fim dos Tempos estará nos cinemas dia 13 de junho.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Príncipe Caspian arrecada abaixo do esperado

A temporada dos grandes filmes americanos amornou. Pelo menos é isso que é possível avaliar com os números de duas apostas altas que, por enquanto, não convenceram.
Para Speed Racer a impressão que se tem é que faltou combustível. O filme levou bordoadas da crítica e dificilmente vai conseguir superar o investimento de cerca de 120 milhões de dólares. Resumindo: prejuízo na certa!

Outro filme que vinha sendo bastante aguardado também não demonstrou a força que se esperava. A continuação de As Crônicas de Nárnia, Príncipe Caspian, ficou na pole position da semana, mas abaixo da previsão com cerca de 55 milhões em caixa. É bom lembrar que o filme custou mais de 200 milhões. Pelo menos, Caspian não deve sair no prejuízo como o velho Speed.

As atenções agora se voltam para Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal que já estreou em Cannes. Os comentários são positivos, mais pelo mito do que pela trama em si, dizem alguns meios de comunicação.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fábio Barreto vai contar história de Lula nos cinemas

Essa veio direto do blog do crítico de cinema Kleber Mendonça Filho.

O diretor Fábio Barreto (A Paixão de Jacobina) pretende contar a história do metalúrgico que se tornou presidente do Brasil.
Isso mesmo, a vida de Lula será contada no cinema!

Em Cannes, inclusive, já foi lançado o primeiro pôster do longa-metragem que até já tem publicidade na revista Variety. Confira o pôster.

Crítico faz cobertura diária sobre Cannes

O crítico de cinema Kleber Mendonça Filho que todos os anos faz a cobertura de Cannes criou um blog com as notícias e comentários diários do festival de cinema francês.

Bem atualizado, Kleber, que escreve para o Jornal do Commercio e o Cinemascópio, tem uma visão única da a sétima arte e um espírito analítico bastante aguçado. É uma boa opção para quem pretende acompanhar as notícias de Cannes.

Confira o endereço: http://cinemascopiocannes2008.blogspot.com/

Diversão é o calcanhar de Aquiles de 10.000 A.C.

Não dá para esperar grande coisa de um filme como 10.000 A.C de Rolland Emerich. A história, que se passa nos tempos das cavernas, mostra comunidades divididas em tribos, com suas crenças características e modo peculiar de sobreviver, guerreando entre si. Seria até divertido. Mas não é.

No que é possível extrair de uma narrativa, propriamente dita, sacerdotisa profetiza que num futuro próximo a concretização de uma lenda trará prosperidade para a tribo em questão. Algo relacionado a um ato de extrema bravura. Esse Sr. Coragem vai ganhar além do respeito dos seus demais a mão (e o resto do corpo) da Giselle Buendchen local.

O esperado acaba não acontecendo tão bem, ou pelo menos dá a entender que tudo pode até dar certo, mas por “linhas tortas”. A tribo é invadida, uns escapam outros viram reféns. É formado um grupo de resgate e pronto. 10.000 A.C. é isso.

Quando você começa a se familiarizar com 10.000 A.C. até lembra de Apocalypto de Mel Gibson, mas fica na lembrança. O filme do diretor de A Paixão de Cristo é contundente e realista, usando até o dialeto local. Enquanto no filme de Emerich falta esse quê de realidade ou, pelo menos, mais brutalidade, tornando-o um espetáculo visual capenga que jamais emociona.

O próprio diretor já havia esclarecido que 10.000 A.C. teria poucas preocupações históricas. Seria um filme apenas para “divertir”. Pois bem, se no filme não há esse contexto histórico básico, sequer há senso de diversão.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ensaio sobre a Cegueira abre Festival de Cannes

O diretor brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel) abriu hoje o Festival de Cannes com “Ensaio Sobre a Cegueira”, filme adaptado da obra do escritor José Saramago.

A Folha de São Paulo publicou as primeiras impressões de algumas agências de notícias sobre “Ensaio Sobre a Cegueira”. A crítica dividiu opiniões.

Confira:

France Presse
"Metáfora da sociedade humana, de um suspense angustiante, o filme de Meirelles faz do espectador uma testemunha da violência e o convida a refletir sobre o ser humano e seus mais baixos instintos, além da sua capacidade de amar e seu senso de responsabilidade".

Reuters

"A escolha de 'Ensaio sobre a Cegueira' para abrir Cannes é adequada para uma edição que privilegia o cinema sul-americano".

Efe

"Gravado em inglês e japonês, a maior parte do filme foi rodada em São Paulo para não mostrar um perfil de cidade reconhecível. Trata-se de uma produção que mostra até onde o ser humano pode chegar em situações extremas, algo que não é nenhuma novidade, pois já explorado em outros filmes.

"... A originalidade do grande romance de Saramago não é explorada por Meirelles, que fez um filme inspirado na estética de 'Filhos da esperança', de Alfonso Cuarón, e que também lembra "Babel", de Alejandro González Iñárritu, com sua mistura de nacionalidades, raças e idiomas.
Com uma estética futurista-catastrofista, fruto de um bom trabalho de ambientação, 'Blindness' explora o pior do ser humano, mas sempre deixando um grande resquício de esperança".

Novo Hulk vem ai!

Quem não gostou da visão metafórica de Ang Lee sobre o Hulk, poderá ver um personagem mais agressivo e uma trama bastante violenta. Pelo menos é o que promete O Incrível Hulk, que trocou de diretor, ator e foco narrativo.

A direção ficou a carga de Louis Leterrier que tem no currículo filmes como Carga Explosiva. A sinopse já foi divulgada: Bruce Banner (Edward Norton) busca uma cura para a sua maldição radioativa.

Detalhe: algumas cenas foram filmadas no Brasil!

domingo, 11 de maio de 2008

Crítica: Cidade dos Sonhos


O que é real em Cidade dos Sonhos? Essa é uma pergunta que fica martelando na nossa mente durante toda a exibção desse filme de David Lynch.

Com uma trama que deixa o público encucado com o que vê, Lynch tenta transportar aquela reação transitória, entre o dormir profundamente e o acordar, para a tela do cinema. Nesse jogo, o irreal confunde-se com o que se entende por realidade. Seria essa a proposta de Cidade dos Sonhos?

No filme, uma mulher (Laura Harring) sofre um acidente e escapa da morte. Perde a memória e passa a conviver com uma candidata a atriz (Naomi Waits). Como Persona de Ingmar Bergman, não demora para você tentar descobrir quem é quem.

Vários questionamentos são colocados em cena, como se Lynch estivesse realmente preocupado em resolvê-los. Em vez disso, o que entendemos por continuidade narrativa se torna uma sucessão de absurdos com uma bela e estética “nonsense”. Tudo engana, e em Cidade dos Sonhos, não se admire, você quer ser ludibriado.

Propondo uma viagem cinematográfica, o diretor de A Estrada Perdida brinca de manipular o público com a falta de lógica nas cenas subsequentes. Uma falta de objetividade que termina fazendo uma crítica feroz ao palco de ilusões do panteão que é Hollywood.

Diante desse conceito, o filme de David Lynch lembra Crepúsculo dos Deuses de Billy Wilder, que mostra atriz veterana (Gloria Swanson) vivendo das memórias do seu estrelato. Por não aceitar sua própria decadência, a personagem termina embriagada com a sua própria loucura. E é esse o aspecto que mais encanta nessa cidade dos sonhos.

G.I Joe chega aos cinemas em 2009



Quem foi criança na década de 80 lembra muito bem de Comandos em Ação. Desenho clássico que ao lado de Thundercats, Smurfs, Caverna do Dragão, He-Man e Transformers era uma boa desculpa para faltar a um dia aula.



Pois bem, G.I. Joe chega aos cinemas em agosto de 2009 pelas mãos de Stephen Sommers, que dirigiu o ruinzinho Van Helsing - O Caçador de Monstros. Sinais de bomba á vista???

Speed Racer não derrota Homem-de-Ferro

Dados preliminares do Box Office Mojo indicam que Speed Racer
, a estréia da semana, não conseguiu bater o Homem de Ferro nas bilheterias ianques. Mesmo com um queda de 48,8%, o filme da Marvel faturou mais 50 milhões de dólares, acumulando no caixa cerca de 178 milhões. Mundialmente, esse valor já ultrapassa os 275 milhões.

Na contra-mão, Speed Racer arrecadou cerca de U$$ 20 milhões. A repercussão negativa da crítica (35%) pode até ter ajudado nesse desempenho ruim para uma super produção. Além do mais, Speed ainda enfrenta a concorrência do novo As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian e, a seguir, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.