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"Assombração" e o remorso do cinema oriental

Culpa é um sentimento intimamente ligado às produções de terror. Essa percepção se fortalece ainda mais com os filmes vindos do oriente, onde culpa e purgação são temas recorrentes daquela cinematografia. Ou “O Chamado”, “O Grito” e “Água Negra” não são, essencialmente, filmes de pessoas abandonadas submersas em traumas alheios?


Este “Assombração” dos diretores gêmeos Pang Brothers expõe bem essa teoria. No filme somos apresentados a uma escritora (Angelica Lee) que não consegue dar continuidade a sua mais nova obra. Seu best-seller anterior (um romance) lhe proporcionou pressão suficiente por parte do público, até por revelar que os fatos narrados no livro eram de cunho estritamente pessoal.


O retorno de um antigo affair serve para completar o clima de neurose vivenciado, naquele momento, pela personagem.


Aos poucos, sussurros, vultos e a aspiração lúgubre de sua nova obra passam a misturar realidade e imaginação num mesmo plano. O recurso da metalinguagem permite que os seus escritos saiam, aos poucos, do papel, como se aquela história estivesse ganhando vida enquanto era escrita. A dúvida da escritora é: absorver-se da trama ou abandona-la? Pelo ponto de vista de Angelica Lee é possível acreditar na veracidade daqueles fatos e, ao mesmo tempo, discordar de sua lucidez. E é essa confusão que torna “Assombração” uma trama psicologicamente mórbida.

Ao passo em que a personagem aceita enfrentar a interiorização dos seus medos, conhecemos suas particularidades. Ao adentrar num mundo estranho, psicótico, temos a impressão de que tudo parece desmoronar. E, literalmente, é isso que acontece. Os Pang Brothers abordam vários cenários onde a morte requer algum significado. E, naquele mundo, de onde a escritora consegue extrair vida, descobrimos o real sentido dos seus pesadelos: o remorso recôndito que atormenta sua alma.


Com seu teor fantasmagórico-traumático, “Assombração” torna-se um bom exemplo de filme intimista. Há o medo, representado por criaturas estranhas e essa já citada sensação de culpa. Os Pang Brothers aproveitam para criar um visual estiloso que, algumas vezes impressiona, em outras demonstra artificialidade. Contudo por se configurar enquanto “sonho”, atende às expectativas do longa-metragem de um tempo passado.


 

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Premiação da MTV mostrará trailer do filme sobre Michael Jackson

da Associated Press, em Nova York

A MTV afirmou hoje que um trailer do documentário feito a partir dos ensaios de Michael Jackson será exibido neste domingo (13) durante o Video Music Awards, premiação da emissora.

"Michael Jackson: This Is It" será lançado mundialmente em 28 de outubro e ficará em cartaz por duas semanas. A direção do filme é assinada por Kenny Ortega, colaborador de longa data do cantor pop.

O filme é um compilação das gravações dos ensaios de Jackson para a turnê que começaria em julho no Reino Unido.

A edição 2009 do Video Music Awards será apresentada por Russel Brand e terá apresentações de Beyoncé, Jay-Z, Lady Gaga, Green Day, Pink, Taylor Swift e Muse.

Janet Jackson, irmã de Michael, irá homenagear o cantor durante o evento, que acontece em Nova York.

Ontem, um cartaz promocional do filme foi divulgado na internet.

Fonte: Ilustrada da Folha de S.Paulo

 

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G.I. Joe - A Origem do Cobra

Stephen Sommers é um desses diretores que pouco nos surpreendem. Tanto faz estar na franquia A Múmia, em Van Helsing ou neste G.I. Joe - A Origem do Cobra. A trama é apenas o sinalizador para o que vamos vivenciar por um certo par de horas, independente da franquia. Os tipos de personagens, diálogos, a ação em si, é tudo praticamente a mesma coisa.

E nessa era onde brinquedos ganham o cinema, G.I. Joe veio com ares nostálgicos para os que acompanhavam as sessões matinais de desenhos quando criança. No rastro do bem-sucedido Transformers, os Joe tentam seu lugar ao sol num filme que veio para divertir, sem mais pretensões.


O ritmo ágil, marca de Sommers, surge por aqui em sequências feitas para ludibriar nossos pensamentos. Sequer dá tempo de cair no sono. O conteúdo é substituído por movimentação intensa, ritmo incessante e bastante barulho. O que não deixa de dar um status de honestidade ao filme. Em momento algum, desde o trailler, foi proposto algo além de pura diversão.

Se há excesso de estilo, os tipos humanos surgem minguados. G.I. Joe é conjunto e, sem ele, o filme não existiria. Contudo, não há aquele herói ou vilão que realmente chame a atenção. A tal "origem do Cobra", que seria o antagonista dos Joe termina surgindo de solução fácil, apelando para altas doses de sacarina no seu final. Há um certo "romanceamento" que tenta, em vão, envolver ou criar laços com o espectador.

Um recheio indigesto para uma historinha que poderia passar sem essa, na verdade. Afinal, a transposição de G.I. Joe para o cinema,pelas mãos de Stephen Sommers, requer simplesmente ação non stop. E nada mais!

Avaliação: 5,5

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IGREJA CENSURA ANJOS E DEMÔNIOS

Mais uma vez, a Igreja Católica recomenda aos fiéis que não assistam um filme inspirado em obra do escritor Dan Brown. Anteriormente, a censura havia sido aplicada ao Código Da Vinci, lançado no Festival de Cannes, que faturou mais de 700 milhões de dólares em todo o mundo.

O filme era realmente ruim. Arrastado, arrancava bocejos por causa do seu didatismo. Tanto que a crítica especializada massacrou o filme de Ron Howard, o que também não foi suficiente para impedir a ida de milhares de pessoas aos cinemas.

Agora, o mesmo ocorre com Anjos e Demônios. A verdade é que esse tipo de censura apenas atrái curiosos para o cinema. Pode até ser que muitos católicos passem longe da sessão, mas o público cinéfilo, interessado nesse tipo de filme, deve ir ver por curiosidade e, também, pela própria polêmica criada em torno de um simples longa-metragem.

Esse tipo de censura prévia, portanto, apenas serve como propaganda espontânea. Enquanto filme, Anjos e Demônios deve ser produto pastiche, sem grande importância, que vai ganhar, e muito, com tais contra-indicações.

 

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Wolverine cai na rede:

Marketing viral ou mais uma vítima da Cauda Longa?

Parecia mentira. Brincadeirinha de 01 de abril, como a massacrante goleada sofrida pela Argentina diante da Bolívia.

Wolverine, um dos blockbusters mais esperados do ano, disponível na rede, um mês antes do seu lançamento? Em outros tempos essa notícia poderia até surpreender. Mas na era da informação instantânea pouco chama a atenção. Basta lembrar de um passado recente com o fenômeno Tropa de Elite, vendido nas bancas dos camelôs bem antes do seu lançamento no cinema.

Na mesma notícia que anunciava que Wolverine batia recordes de download, analistas de mercados discutiam qual o efeito que o fato teria nas bilheterias do filme. Se considerarmos o que houve com a Tropa de José Padilha, o longa deverá arrecadar como nunca. Até mesmo pela informação de que o longa não estaria completo. Faltariam boa parte dos efeitos especiais. O Wolverine disponível estaria cru, sem os chamativos normais dos filmes de grande orçamento. Daí a dúvida se isso não seria mais um exemplo de marketing viral.

Viral, porque se dissemina como um vírus. Quem baixar Wolverine certamente irá rever o filme nos cinemas, senão seria como comer um "pastel de vento", sem recheio. Simplesmente, sem graça!

Se é marketing viral ou não, Wolverine acaba sendo mais uma "vítima" da teoria da Cauda Longa (The Long Tail), onde os hits concorrem igualmente com as produções de baixo orçamento ou simplesmente caseiras, pois ambos se tornam bem mais disponíveis ao grande público, distantes apenas de um simpes "click".

O conceito, desenvolvido pelo jornalista Chris Anderson, mostra que super produções como Wolverine, responsáveis pelas grandes cifras do mercado, concorrem com os pequenos que sustentam a tal cauda longa que, curiosamente, jamais atinge a base. Ou seja, sempre haverá alguém para consumir algum "documentário sobre as moscas tailandesas", ou coisas do tipo, e pela quantidade dessas produções já seria possível rivalizar com as grandes grifes.

Seguindo essa lógica, valeria a pena gastar tantos milhões, com uma produção como Wolverine, sem ter a certeza imediata de lucro? Daí a estratégia, ou não, de utilizar o marketing viral.

 

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SIM, FUI BARRADO NA SEXTA 13!

Confira matéria publicada no blog Giro pelo Estado do Jornalista Márcio Costa

Jornalista potiguar é barrado em lançamento do filme Sexta-feira 13

Como o dia sugere, vou retomar um assunto que deveria ter sido postado há exatamente um mês.Na quinta-feira 12 do mês de fevereiro, um jornalista potiguar se mantinha eufórico em Brasilia.Na capital federal, Raildon Lucena, cinéfilo de carteirinha, dormia mais cedo para ‘antecipar’ a chegada da Sexta-feira 13, que desta vez chegava acompanhada com um ‘sabor diferente’.

Raildon aguardava com ansiedade, a estréia mundial do Remake do clássico Sexta-feira 13, numa oportunidade única, que inevitavelmente se transformaria em história pra cinéfilo contar.Com a chegada do grande dia, e cumprimento das atividades do dia, Raildon seguiu para o cinema e ao chegar na fila para adquirir o ingresso, eis que surge uma surpresa.

Sem o porte de sua identidade, o jornalista foi barrado na portaria. Proibido para menores de 18 anos, o filme foi alvo de uma rigorosa fiscalização e mesmo diante dos seus 30 e poucos anos, não houve argumento que desse jeito para quebrar as regras do cinema brasiliense.

Desapontado, o jornalista teve que se contentar com a espera do sábado 14, onde acompanhou uma opção mais light como atração cinematográfica.

Dureza.

História de uma sexta-feira 13.

 

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Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada

Um dos bons motivos para ver Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada é Steve Carell. O cara é um dos bons comediantes em atividade e ainda sabe fazer papéis dramáticos de forma competente, basta ver Pequena Miss Sunshine.

Neste filme, do diretor Peter Hedges, ele interpreta Dan. Viúvo, ele cuida das três filhas, duas já adolescentes. Visivelmente cansado, Dan ainda sofre com a morte da esposa, depois de três anos. Há alguns conflitos com as filhas que ele tenta resolver passando o final de semana com a família no interior.

Ele acaba conhecendo Marie (Juliette Binoche) numa livraria. Eles passam a tarde conversando. Descobrem pontos comuns. Trocam telefones e, bingo!, ele termina descobrindo que ela é namorada de seu irmão (Dane Cook).

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada acaba se resumindo à tensão provocada pela súbita paixão que acomete Dan e, bem depois, Marie, e as trapalhadas que ocorrem para sufocar esse sentimento. Já que há um certo constrangimento em flertar com a namorada do próprio irmão.

A narrativa puxa algumas histórias de encontros familiares, ri das idiossincracias das relações humanas e finda num final diplomático, sem agredir ninguém. Os problemas terminam resolvidos, de forma simplificada.

Por não ter grandes pretensões, Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada diverte pela atuação depressiva, meio maluquinha, de Carell. Um ator que vem conquistando seu espaço interpretando personagens que despertam alguma curiosidade.

 

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A Última Hora

A discussão ambiental passa por um processo de conscientização em larga escala.


Há soluções possíveis, mas é preciso, antes de tudo, vontade política e uma nova mentalidade das grandes corporações.

Essas são apenas duas das constatações vistas no documentário A Última Hora (The 11th Hour), produzido pelo ator Leonardo DiCaprio.

Dando continuidade aos filmes/documentários de temática ambiental, a proposta é reunir grupo de especialistas, ambientalistas, cientistas, para mostrar a real situação por qual passa o nosso planeta. Chega a ser preocupante ouvir tais relatos. Ainda mais, quando percebemos que estamos pagando um preço alto pelos avanços tecnológicos.

A relação sociedade humana X natureza mostra que o meio-ambiente está perdendo feio. Dentre as culpas disso estão o consumismo em massa e o fato de sermos, como diz o próprio documentário, "subsidiados pelo petróleo".

Nossos princípios deixaram de lado as antigas sabedorias. O crescimento econômico avança e, nessa lógica perversa, o homem é o principal responsável pela poluição de nossa atmosfera, de nossos oceanos, pelo derretimento das geleiras e pela extinção de milhares de espécies.

Há soluções. E é isso que nos anima. A "energia verde", um projeto global de conscientização ambiental (a Mídia ainda não atingiu o grau necessário de divulgação), isso tudo para ontem, podem salvar as próximas gerações. Como diz um dos especialistas, "estamos ignorando os sinais de alerta da natureza".

 

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Brasil entra na onda das sequências, vem aí Tropa de Elite 2

O êxito comercial de Se Eu Fosse Você 2 foi um alento para o cinema tupiniquim. Já estávamos fartos de ler sobre o fracasso deste ou daquele filme. É interessante dar uma guinada no nosso cinema que produz bons filmes, mas nem sempre consegue boas bilheterias.

E uma notícia já enche os amantes do cinema brasileiro de expectativas. Trata-se de Tropa de Elite 2, que o diretor José Padilha deve começar a filmar no início de 2010.

Tropa de Elite constituiu-se como um fenômeno do cinemão brasileiro. Primeiro, foi sucesso nas bancas de DVD's piratas. Caiu no gosto popular. Nos cinemas, foi um estrondo. Muita gente achava que o filme não se sairia bem na tela grande, pois foi bastante visto no mercado pirata. Ledo engano. O Capitão Nascimento de Wagner Moura vem aí e a promessa é de mais uma arrecadação milionária.

 

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Vicky Cristina Barcelona e o desejo de experimentar

O novo filme de Woody Allen é delicioso. Não só pela sensualidade de Scarlett Johanson, Rebecca Hall e Penelope Cruz, mas pela proposta de experimentar a vida.

A história mostra duas turistas americanas em Barcelona. Uma bem diferente da outra. As duas são surpreendidas pelo convite de um artista (Javien Bardem) que as convida para um final de semana de turismo, diversões e sexo. Vicky (Rebecca) não gosta do atrevimento. Cristina (Johanson) já acha a ideia das mais interessantes. Ambas terminam aceitando a proposta, com ressalvas de Vicky.

A entrada em cena de Maria Elena (Penelope Cruz), laureada no Oscar desse ano, simplesmente atiça os hormônios. Nas primeiras falas, sabemos que ela vivia um casamento conturbado com Juan Antonio Gonzalo (Bardem). Obsessão que o pintor parecia querer manter distância. Apenas "parecia", é bom frisar.

O espírito livre de Vicky Cristina Barcelona encanta os sentidos. A experimentação, vivida por alguns personagens e entubada por outros, parece ser o mote de uma história que prende o nosso olhar e as nossas atenções. Necessariamente, um filme de bela alma.