domingo, 25 de março de 2012

O visual do Lagarto

Reinventar uma franquia poderosa como "Homem-Aranha" não será tarefa fácil. Afinal, os filmes dirigidos por Sam Raimi e protagonizados por Tobey Maguire ainda estão vivos na memórias dos cinéfilos. 

É árdua, portanto, a missão de "O Espetacular Homem-Aranha", mesmo com o apelo da franquia e a legião de fãs do cabeça-de-teia. 

É questão de honra superar as bilheterias dos seu antecessores. Parafraseando o próprio personagem "grandes poderes trazem grandes responsabilidades".

Para aquecer as expectativas, vejam só como ficou o visual do vilão Lagarto, divulgado no www.filmow.com. Está, ou não, com cara de Filme B?

Que "O Espetacular Homem-Aranha" será um sucesso, ninguém duvida. Tomara que o roteiro traga pelo menos algo de diferente para justificar esse retorno.

sábado, 24 de março de 2012

A sedução mortal de "A Dama de Shangai"

Rita Haywort e Orson Welles: a sedução mortal do cinema Noir
O clímax de A Dama de Shangai (1948) se passa na casa de espelhos de um parque de diversões. 

Revelações, tiroteios e mortes acontecem nesse espaço dúbio, onde realidade e fantasia são espectros dessa trama Noir, dirigida pelo visionário Orson Welles. 

O filme lida o tempo inteiro com a sedução e a morte. Rita Hayworth é Elsa Bannister, objeto de desejo de Michal O´Hara (Welles), que se envolve num jogo de sexo, violência e traição. 

A sequência final de A Dama de Shangai relata bem a essência desse longa-metragem. O real ganha toques oníricos diante da idealização da musa Hayworth, que distorce lógicas e confunde a razão. Simplesmente magistral!

Jogos Vorazes: franquia confirma início arrebatador nas bilheterias faturando 214 milhões de dólares

A recepção de "Jogos Vorazes" foi ainda maior do que se esperava. Somente nos EUA, o filme arrecadou 155 milhões de dólares, atingindo uma bilheteria mundial de U$$ 214 milhões.

Um começo arrasador para um produto que pretende se tornar franquia e que deve sair desse primeiro final de semana com resultados impressionantes. 

Ao custo de 78 milhões de dólares, "Jogos Vorazes" quase que triplicou seus investimentos em apenas 4 dias de exibição nas salas de cinema.

"Jogos Vorazes" é uma adaptação do livro homônimo de Suzanne Collins. A história é uma mistura de Reality Show e jogos romanos, com trama passada em um futuro sombrio. Vários jovens são convocados para lutarem até a morte, considerado "o evento do ano", o que parece ser uma critica interessante a essa sociedade do espetáculo. É uma pedida interessante para o final de semana.

* Matéria atualizada

sábado, 10 de março de 2012

Poder Sem Limites

Quando surge um novo "modismo" no cinema é tiro-e-queda: se tiver êxito, a indústria vai usar e abusar até virar paródia. 

Os filmes "documentários" que o digam. Produções baratas, com câmeras tremidas e atores desconhecidos, geralmente, rentáveis estão "na crista da onda".

Títulos não faltam. Depois do seminal "A Bruxa de Blair", já tivemos Cloverfield, Atividade Paranormal 1, 2 e 3, O Último Exorcismo, O Caçador de Trolls, entre outros. 

Poder Sem Limites, então, é mais um filme que aproveita essa ideia. O filme mostra o que aconteceria se pessoas normais tivessem super poderes. No caso, três adolescentes. Um deles enfrenta problemas caseiros com a doença da mãe e os maus tratos do pai. O filme já arrecadou, em todo o planeta, 105 milhões de dólares para investimentos de 12 milhões. A fórmula, portanto, novamente deu certo.

Sobre o filme: é uma boa diversão. Tem boas sacadas, mas um desenvolvimento irregular. Não surpreende. O final parece ter sido escrito às pressas. Você percebe um vácuo no roteiro. O que poderia ser resolvido, pois a história mostra algumas possibilidades interessantes que não são, devidamente, aproveitadas. Nesse caso, o "poder tem limites".

John Carter: cheiro de fiasco no ar!

Os números da sexta-feira na bilheteria ianque confirmaram duas previsões. A primeira: John Carter foi o filme mais visto do dia, mas terminou o final de semana na segunda posição. A segunda: o filme deve se consolidar como um dos maiores fracassos desse início de ano. 

Não era por menos: John Carter custou a bagatela de 250 milhões de dólares. Isso, claro, fora outros custos que não devem ter sido contabilizados nesse valor. 

Para cifras tão altas, o filme arrecadou somente na sexta pouco mais de 9 milhões de dólares. No sábado e no domingo obteve mais 21 milhões, atingindo os 30 milhões (previstos na postagem de ontem) arracadando menos de 1/8 do seus custos.

A avaliação do Rotten Tomatoes (site que dá o "apurado" da crítica especializada) indica que o filme é mediano, com 50% de textos favoráveis. Aparentemente, John Carter errou feio no marketing. Produto tão caro como esse merecia um apelo mais significativo. A Disney agora aguarda as bilheterias internacionais. Os números do Box Office Mojo indicam que John Carter fechou o seu primeiro final de semana com 101 milhões de dólares em caixa. O sinal de alerta vermelho continua ligado. 

O filme mostra um veterano da guerra civil norte-americana que vai parar em Marte. Lá ele tem que lidar com uma guerra entre alienígenas e salvar uma princesa. O longa-metragem do diretor Andrew Stanton (Wall-E) é uma adaptação do escritor Edgar Rice Burroughs.

*Texto Atualizado

sábado, 25 de fevereiro de 2012

'Hugo" e a paixão pelo cinema

Quando um filme fala sobre o seu amor pelo cinema parece que o coração bate acelerado, os nossos olhos lacrimejam e o sorriso estampado na face fica bem visível. "A Invenção de Hugo Cabret" proporciona esse tipo de emoção. 

O filme do diretor Martin Scorcese relembra os primórdios do cinema através da aventura vivida por Hugo (Asa Buttefield), órfão que tenta decifrar o segredo deixado por uma máquina encontrada pelo pai (Jude Law). Pode ser essa, afinal, a sua última ligação paterna real. 

Com o signo da aventura estampado em cada fotograma, "Hugo" descobre, por camadas, o destino daqueles que, no passado, deram o ponta-pé inicial para a indústria do cinema. Ainda artesanal mas com aquele olhar de vanguarda que inspiraria tantos pelo decorrer das décadas, caso do cineasta George Mèliès, diretor do clássico Viagem à Lua de 1902, que produziu mais de 500 filmes, e aqui é vivido pelo ator Ben Kingsley.

Em sua primeira incursão pelo gênero infantil e pelo 3D, Scorcese constrói poesia visual em uma história que, afinal, nos leva de camarote a esse mundo apaixonante que é a Sétima Arte. Não poderia ser diferente. "Hugo Cabret" é uma declaração de amor ao cinema.

O filme A Era do Gelo inspirado em "O Artista"

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual

Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual sabe se comunicar com o seu tempo. Esse é apenas um dos méritos desse belíssimo filme argentino. A trama mostra o isolamento social das grandes cidades e a Internet como cúmplice dessa solidão.

O longa-metragem do diretor Gustavo Taretto conta a história de dois jovens: Martin (Javer Drolas) e Mariana (Pilar López de Ayala). Ele constrói websites em sua casa. Ela monta o design de vitrine de lojas. Ambos, moram em prédios vizinhos, ocasionalmente se esbarram pelas ruas, mas não se conhecem. 

Além de viverem meio que "isolados" do resto do mundo, há muitos pontos comuns entre os dois personagens, como a sensação de estarem conectados e, ao mesmo tempo, deslocados. Medianeras trata tanto das facilidades criadas com o advento das novas tecnologias, como desse "mecanicismo" que termina afastando as pessoas do convívio social.

Com linguagem moderna e fazendo comparações entre a arquitetura das grandes cidades, que desponta verticalmente, e os pavores e fobias do nosso tempo, o filme faz questionamentos pertinentes sobre o avanço tecnológico em nossas vidas e o que tudo isso ocasiona e ainda poderá ocasionar. No filme, ainda há uma singela passagem que presta homenagem a Woody Allen com uma cena de "Manhattan".