IGREJA CENSURA ANJOS E DEMÔNIOS
Mais uma vez, a Igreja Católica recomenda aos fiéis que não assistam um filme inspirado em obra do escritor Dan Brown. Anteriormente, a censura havia sido aplicada ao Código Da Vinci, lançado no Festival de Cannes, que faturou mais de 700 milhões de dólares em todo o mundo.
O filme era realmente ruim. Arrastado, arrancava bocejos por causa do seu didatismo. Tanto que a crítica especializada massacrou o filme de Ron Howard, o que também não foi suficiente para impedir a ida de milhares de pessoas aos cinemas.
Agora, o mesmo ocorre com Anjos e Demônios. A verdade é que esse tipo de censura apenas atrái curiosos para o cinema. Pode até ser que muitos católicos passem longe da sessão, mas o público cinéfilo, interessado nesse tipo de filme, deve ir ver por curiosidade e, também, pela própria polêmica criada em torno de um simples longa-metragem.
Esse tipo de censura prévia, portanto, apenas serve como propaganda espontânea. Enquanto filme, Anjos e Demônios deve ser produto pastiche, sem grande importância, que vai ganhar, e muito, com tais contra-indicações.
Wolverine cai na rede:
Marketing viral ou mais uma vítima da Cauda Longa?
Parecia mentira. Brincadeirinha de 01 de abril, como a massacrante goleada sofrida pela Argentina diante da Bolívia.
Wolverine, um dos blockbusters mais esperados do ano, disponível na rede, um mês antes do seu lançamento? Em outros tempos essa notícia poderia até surpreender. Mas na era da informação instantânea pouco chama a atenção. Basta lembrar de um passado recente com o fenômeno Tropa de Elite, vendido nas bancas dos camelôs bem antes do seu lançamento no cinema.
Na mesma notícia que anunciava que Wolverine batia recordes de download, analistas de mercados discutiam qual o efeito que o fato teria nas bilheterias do filme. Se considerarmos o que houve com a Tropa de José Padilha, o longa deverá arrecadar como nunca. Até mesmo pela informação de que o longa não estaria completo. Faltariam boa parte dos efeitos especiais. O Wolverine disponível estaria cru, sem os chamativos normais dos filmes de grande orçamento. Daí a dúvida se isso não seria mais um exemplo de marketing viral.
Viral, porque se dissemina como um vírus. Quem baixar Wolverine certamente irá rever o filme nos cinemas, senão seria como comer um "pastel de vento", sem recheio. Simplesmente, sem graça!
Se é marketing viral ou não, Wolverine acaba sendo mais uma "vítima" da teoria da Cauda Longa (The Long Tail), onde os hits concorrem igualmente com as produções de baixo orçamento ou simplesmente caseiras, pois ambos se tornam bem mais disponíveis ao grande público, distantes apenas de um simpes "click".
O conceito, desenvolvido pelo jornalista Chris Anderson, mostra que super produções como Wolverine, responsáveis pelas grandes cifras do mercado, concorrem com os pequenos que sustentam a tal cauda longa que, curiosamente, jamais atinge a base. Ou seja, sempre haverá alguém para consumir algum "documentário sobre as moscas tailandesas", ou coisas do tipo, e pela quantidade dessas produções já seria possível rivalizar com as grandes grifes.
Seguindo essa lógica, valeria a pena gastar tantos milhões, com uma produção como Wolverine, sem ter a certeza imediata de lucro? Daí a estratégia, ou não, de utilizar o marketing viral.
Confira matéria publicada no blog Giro pelo Estado do Jornalista Márcio Costa
Jornalista potiguar é barrado em lançamento do filme Sexta-feira 13Como o dia sugere, vou retomar um assunto que deveria ter sido postado há exatamente um mês.Na quinta-feira 12 do mês de fevereiro, um jornalista potiguar se mantinha eufórico em Brasilia.Na capital federal, Raildon Lucena, cinéfilo de carteirinha, dormia mais cedo para ‘antecipar’ a chegada da Sexta-feira 13, que desta vez chegava acompanhada com um ‘sabor diferente’.
Raildon aguardava com ansiedade, a estréia mundial do Remake do clássico Sexta-feira 13, numa oportunidade única, que inevitavelmente se transformaria em história pra cinéfilo contar.Com a chegada do grande dia, e cumprimento das atividades do dia, Raildon seguiu para o cinema e ao chegar na fila para adquirir o ingresso, eis que surge uma surpresa.
Sem o porte de sua identidade, o jornalista foi barrado na portaria. Proibido para menores de 18 anos, o filme foi alvo de uma rigorosa fiscalização e mesmo diante dos seus 30 e poucos anos, não houve argumento que desse jeito para quebrar as regras do cinema brasiliense.
Desapontado, o jornalista teve que se contentar com a espera do sábado 14, onde acompanhou uma opção mais light como atração cinematográfica.
Dureza.
História de uma sexta-feira 13.
Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada
Um dos bons motivos para ver Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada é Steve Carell. O cara é um dos bons comediantes em atividade e ainda sabe fazer papéis dramáticos de forma competente, basta ver Pequena Miss Sunshine.
Neste filme, do diretor Peter Hedges, ele interpreta Dan. Viúvo, ele cuida das três filhas, duas já adolescentes. Visivelmente cansado, Dan ainda sofre com a morte da esposa, depois de três anos. Há alguns conflitos com as filhas que ele tenta resolver passando o final de semana com a família no interior.
Ele acaba conhecendo Marie (Juliette Binoche) numa livraria. Eles passam a tarde conversando. Descobrem pontos comuns. Trocam telefones e, bingo!, ele termina descobrindo que ela é namorada de seu irmão (Dane Cook).
Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada acaba se resumindo à tensão provocada pela súbita paixão que acomete Dan e, bem depois, Marie, e as trapalhadas que ocorrem para sufocar esse sentimento. Já que há um certo constrangimento em flertar com a namorada do próprio irmão.
A narrativa puxa algumas histórias de encontros familiares, ri das idiossincracias das relações humanas e finda num final diplomático, sem agredir ninguém. Os problemas terminam resolvidos, de forma simplificada.
Por não ter grandes pretensões, Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada diverte pela atuação depressiva, meio maluquinha, de Carell. Um ator que vem conquistando seu espaço interpretando personagens que despertam alguma curiosidade.
A Última Hora
A discussão ambiental passa por um processo de conscientização em larga escala.
Há soluções possíveis, mas é preciso, antes de tudo, vontade política e uma nova mentalidade das grandes corporações.
Essas são apenas duas das constatações vistas no documentário A Última Hora (The 11th Hour), produzido pelo ator Leonardo DiCaprio.
Dando continuidade aos filmes/documentários de temática ambiental, a proposta é reunir grupo de especialistas, ambientalistas, cientistas, para mostrar a real situação por qual passa o nosso planeta. Chega a ser preocupante ouvir tais relatos. Ainda mais, quando percebemos que estamos pagando um preço alto pelos avanços tecnológicos.
A relação sociedade humana X natureza mostra que o meio-ambiente está perdendo feio. Dentre as culpas disso estão o consumismo em massa e o fato de sermos, como diz o próprio documentário, "subsidiados pelo petróleo".
Nossos princípios deixaram de lado as antigas sabedorias. O crescimento econômico avança e, nessa lógica perversa, o homem é o principal responsável pela poluição de nossa atmosfera, de nossos oceanos, pelo derretimento das geleiras e pela extinção de milhares de espécies.
Há soluções. E é isso que nos anima. A "energia verde", um projeto global de conscientização ambiental (a Mídia ainda não atingiu o grau necessário de divulgação), isso tudo para ontem, podem salvar as próximas gerações. Como diz um dos especialistas, "estamos ignorando os sinais de alerta da natureza".
Brasil entra na onda das sequências, vem aí Tropa de Elite 2
O êxito comercial de Se Eu Fosse Você 2 foi um alento para o cinema tupiniquim. Já estávamos fartos de ler sobre o fracasso deste ou daquele filme. É interessante dar uma guinada no nosso cinema que produz bons filmes, mas nem sempre consegue boas bilheterias.
E uma notícia já enche os amantes do cinema brasileiro de expectativas. Trata-se de Tropa de Elite 2, que o diretor José Padilha deve começar a filmar no início de 2010.
Tropa de Elite constituiu-se como um fenômeno do cinemão brasileiro. Primeiro, foi sucesso nas bancas de DVD's piratas. Caiu no gosto popular. Nos cinemas, foi um estrondo. Muita gente achava que o filme não se sairia bem na tela grande, pois foi bastante visto no mercado pirata. Ledo engano. O Capitão Nascimento de Wagner Moura vem aí e a promessa é de mais uma arrecadação milionária.
Vicky Cristina Barcelona e o desejo de experimentar
O novo filme de Woody Allen é delicioso. Não só pela sensualidade de Scarlett Johanson, Rebecca Hall e Penelope Cruz, mas pela proposta de experimentar a vida.
A história mostra duas turistas americanas em Barcelona. Uma bem diferente da outra. As duas são surpreendidas pelo convite de um artista (Javien Bardem) que as convida para um final de semana de turismo, diversões e sexo. Vicky (Rebecca) não gosta do atrevimento. Cristina (Johanson) já acha a ideia das mais interessantes. Ambas terminam aceitando a proposta, com ressalvas de Vicky.
A entrada em cena de Maria Elena (Penelope Cruz), laureada no Oscar desse ano, simplesmente atiça os hormônios. Nas primeiras falas, sabemos que ela vivia um casamento conturbado com Juan Antonio Gonzalo (Bardem). Obsessão que o pintor parecia querer manter distância. Apenas "parecia", é bom frisar.
O espírito livre de Vicky Cristina Barcelona encanta os sentidos. A experimentação, vivida por alguns personagens e entubada por outros, parece ser o mote de uma história que prende o nosso olhar e as nossas atenções. Necessariamente, um filme de bela alma.
Sexta-Feira 13 e os velhos sustos de outrora
Vem aí mais uma sexta-feira 13, nesse mês de março. Dia preferido dos supersticiosos de plantão. Para quem ainda não viu o último filme do Jason, vale também um breve comentário.
O filme foi lançado na sexta 13 de fevereiro. Aproveitou a data como estratégia publicitária. Falava-se em um remake do original. Acabou sendo uma mistura de remake com história regurgitada. Esse refluxo, alías, é bem recorrente nos filmes de horror, que apenas revitalizam a velha história para outras plateias.
Pois bem, o novo Sexta-Feira 13 não é dos piores, se sua proposta é acompanhar o velho instinto sanguinário de Jason. O alvo são os adolescentes de praxe, incautos, despreocupados com a vida e, antes de tudo, transgressores. Para morrer nos filmes de Jason, basta transar antes do casamento, utilizar drogas ou ser simplesmente antipático.
Sexta-Feira 13 até que tenta engatar uma historinha de resgate familiar. Mostra a primeira vez em que Jason utilizou a famosa máscara de jogador de hóquei e termina dando aquele velho susto providencial na última cena, indicando que o seriado ainda está bem longe de se encerrar.
"Novo" Halloween, de 2007, estreia no Brasil dia 17 de abril
Afinal, qual o porquê de certos filmes demorarem uma eternidade para serem exibidos no país?
Filmes de Michael Myers já perderam a graça há muito tempo. O que motivou esse post foi a notícia de que Halloween - O Início vai estrear no Brasil dia 17 de abril, dois anos após seu lançamento nos EUA. O filme do diretor Rob Zombie, que não deve ser grande coisa, chega quando um novo Halloween já está sendo produzido.
Uma demora que se deve, certamente, ao pouco interesse das distribuidoras em trazer o produto para o nosso país.
Não são só filmes menores que sofrem com esse descaso. A Prova de Morte, de Quentin Tarantino, até hoje não aportou por aqui. Quem teve a chance de ver, ou comprou o DVD importado ou apelou para o download. E depois ainda há quem reclame do compartilhamento de arquivos.
Questões políticas derrotam "Valsa com Bashir"
Derrota inesperada, e ao mesmo tempo esperada, da animação israelense.
Certamente, representando uma cautela política do Oscar, tendo em vista a intensidade dos conflitos na Faixa de Gaza.
"Departures", filme japonês que conquistou o prêmo, deve ter seus méritos, é claro. Entretanto, havia um sentimento de vitória para "Valsa com Bashir".
E levando-se em conta resultados passados da categoria, como a derrota de "Central do Brasil" e a não-indicação de "Cidade de Deus", só para citar os brasileiros, mostra que Hollywood ainda reluta na hora de emxergar melhor o cinema estrangeiro.