
Investindo os poucos recursos que possuem, eles partem em busca das montanhas mexicanas à procura de ouro. Lá encontram um ambiente desolador. Esse cenário parece ainda mais árido com a tonalidade em preto e branco do filme de Huston. O que conflui com a própria idéia exposta pelo Tesouro.
Bogart compõe uma persona desconfiada e limítrofe na capacidade de acreditar na boa vontade do outro. É a proximidade inebriante da fortuna (a febre do ouro) que faz com que sua razão vá se esvaindo.
Outras cenas subseqüentes evidenciam essa tese. Particularmente num momento em que Fredd C. Dobbs questiona a consciência que, para ele, ignorada, não produziria qualquer efeito o que, diante dos acontecimentos em torno desse diálogo, ganha uma grandiosidade perturbadora.

Avaliação: ★★★★★
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