sábado, 1 de março de 2014

Crítica: Frankenstein - Entre Anjos e Demônios

Não há muito o que relatar sobre Frankenstein - Entre Anjos e Demônios (2014).O filme é um derivativo da obra de Mary Sherley,  inspirado na graphic novel de Kevin Grevioux (da franquia Underworld - Anjos da Noite), onde o famoso monstro se vê num conflito épico em que a origem da sua criação pode ocasionar o fim dos tempos.

É, portanto, mero pastiche pós-moderno que tem a finalidade de recriar um personagem, de domínio público, acrescentando-lhe as características dos heróis dos jogos eletrônicos.

Na trama, Frankenstein (Aaron Eckhart) é um pária. Abandonado, ele consegue se vingar contra o cientista que o criou. Depois, passa a ser perseguido por seres demoníacos. Resgatado por gárgulas, prefere não tomar partido por lado algum. Dois séculos depois, enfim, descobre a sua real importância nessa luta entre anjos e demônios.

Essa produção preserva algumas características do personagem, mas opta por subverter sua essência em prol de um público ávido por distrações visuais.

O didatismo impera e tudo é muito bem explicado para que não haja dúvidas em relação ao roteiro privilegiando, dessa forma, as cenas de ação e os efeitos gráficos. No mais, falta-lhe, sobretudo, o que o próprio Frankenstein busca durante todo o filme: alma.

Cotação: ★1/2

Um comentário:

sofia martínez disse...

Eu pensei que teria mais a ver com a novela, mas é um filme que é divertido, mas como uma proposta de terror e suspense definitivamente não funciona, eu não gostei. No entanto, o filme me fez lembrar da série recém-lançado Penny Dreadful uma história que aborda as verdadeiras origens do Dr. Frankenstein e outros clássicos, como Dorian Gray, eu recomendo muito.