quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Crítica: Incontrolável

Apesar de contar a história real de um trem desgovernado que poderia provocar uma tragédia ambiental nos Estados Unidos, o fator humano não é o mote essencial do filme "Incontrolável".

O filme de Tony Scott é movimento. Dialoga com o espectador a partir de maneirismos de câmera, de sua edição rápida e daquela sensação de urgência típica do cinema de ação.

Pode reparar que, por mais que a cena deixe você enlouquecido de ansiedade, as consequências do suposto desastre não interessam tanto assim.

Talvez pelo fato do público ter a certeza de que a narrativa nunca irá atingir um certo nível dramático ou de que jamais irá receber um choque térmico de realidade. O objetivo de "Incontrolável" é descarregar adrenalina de forma segura.

E nesse aspecto, Tony Scott consegue acelerar as batidas do coração. "Incontrolável" prende uma plateia que não tem sequer tempo de ficar entediado.

Para isso, o diretor conta com a presença de Denzel Washington, ator experiente que segura bem esse gênero de filme e é parceiro antigo de Scott em filmes como: Maré Vermelha (1995), Chamas da Vingança (2004), Deja Vu (2006) e O Sequestro do Metrô (2009).

Repare como logo nas primeiras tomadas há toda uma preparação para o que vamos ver em cena. Você já sabe onde a história vai te levar e, mesmo assim, o diretor vai deixando sinais pelo caminho.

Quando "Incontrolável" esquenta, você já está de olho duro na tela. O trem sempre surge ameaçador, a câmera corre ligeira pelos trilhos. São bons momentos de escapismo. E, para as suas pretensões de entretenimento, o filme possui um nível de tensão mais do que adequado.

Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

A dupla Denzel-Scott já é clássica.
Abraços

www.ofalcaomaltes.blogspot.com