quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vivendo no Limite

Retrato do estresse contemporâneo, em "Vivendo no Limite" (1999) o diretor Martin Scorcese apresentou a história de Frank Pierce (Nicolas Cage), um paramédico, cansado do emprego, insone e alcoólatra, que enfrentava uma estressante e dilacerante jornada de trabalho.

São plantões noturnos em Nova York, onde a tensão é retratada na forma de um pesadelo urbano. Há muita tensão em cada chamado. Tanto que, em determinada cena, a ambulância vira e o personagem sai cantarolando como se nada tivesse acontecido.

O hospital também exala estresse: atendentes mal-humorados, suicidas, o sofrimento e a dor de pessoas indo e vindo, tudo isso aliado à falta de infra-estrutura para um funcionamento mais eficaz do local.

Com ritmo alucinante, "Vivendo No Limite" não é uma opção de fácil digestão. O clima pesado e a rotina asfixiante, enfrentada por Frank Pierce, ampliam essa sensação, junto ao espectador. O personagem ainda encara visões de pessoas que ele não conseguiu salvar. O que sublinha ainda mais esse aspecto esquizofrênico do roteiro.

Scorcese dá aquele ar de fábula da modernidade ao filme, o que se complementa bem com a atuação autodestrutiva de Nicolas Cage. Aliás, geralmente, o ator se dá bem em papéis do tipo como o vivido em “Despedida em Las Vegas”.

Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Um filme fantástico de Scorsese, que praticamente passou em branco. A atuação de Cage é impecável.
Uma obra sombria e eletrizante.

www.ofalcaomaltes.blogspot.com